domingo, 14 de agosto de 2016

Avó, muito obrigada!

Aprendi a chamar-lhe Avó, sabia que ela não o era. Mas, tal como existem pais do coração na minha história, havia nela também uma avó. Na verdade, nunca desaparecerá... ficou escrita a caneta permanente!
Vivíamos uma ao lado da outra. Os habituais miminhos eram, invariavelmente, a primeira coisa a fazer quando chegava da escola! A seguir, eu fazia-lhe as perguntas que, pensava eu, lhe exercitavam a memória: desde os noventa anos começou a achar que tinha noventa e dois e, a partir daí, estagnou na idade... Ficávamos nisto cerca de uma hora, antes de ouvirmos as duas um grito que me lembrava da refeição que estava na mesa, à minha espera e, lá ia eu! Depois voltava e, se fosse preciso, comia outra vez! Esta foi a minha rotina durante dez anos! Minha Avó, que saudades... que saudades do usual leite com bolachas, do gelado de caramelo (sem pepitas porque, segundo o que dizia, tinham uma textura estranha) e de todas as vezes que me pediu para não contar a ninguém que tinha roubado biscoitos da lata! 
Hoje, pergunto-lhe Avó: "aí no Céu, que idade tem?" E, mesmo sabendo que o tempo aí em cima é relativo, tenho a certeza que me responde: "os eternos noventa e dois, querida filha!"
                                                                                                                                    Um insignificante tributo à melhor avó do coração pelos seus cem anos de vida (seis já na sua Eterna Casa).
Cuca.

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Espanha nos aguarda... a mim e a vocês!

Entre preparativos para a viagem de verão deste ano e idas à piscina, não tenho dedicado tempo nenhum a este querido blog! Nem acredito que, daqui a poucos dias, a aventura começa: oito horas de carro e seis dias maravilhosos além-fronteiras... na vizinhança. Há quase oito anos, (como o tempo passa!) por razões que mais tarde explicarei, entrou dentro de mim um bichinho gigante, uma vontade enorme de visitar o milagroso Santuário de Torreciudad! E agora... (que alegria!) apenas uns dias e estarei de partida!
Sempre gostei de viajar, embora não seja o tipo de pessoa que tem sempre as malas aviadas, e prefiro mil vezes, ir conhecer o mundo a ficar TODO o dia "encurralada" numa praia. Uso este termo porque, sendo eu uma pessoa com mobilidade reduzida, torna-se  bastante difícil movimentar qualquer parte do meu corpo, estando rodeada de areia que, como não é dura, faz com que o andarilho enterre as suas pequenas rodas e eu me sinta limitada. Enfim... das poucas desvantagens de uma vida feliz sobre rodas! Assim, Torreciudad é perfeito: bem pertinho de Deus (eu sei que está em todo lado mas, ali, estamos mais próximos), com uma barragem cristalina
para refrescar e algumas localidades nos arredores que nos dizem muito!
Eu vou de férias mas o blogue vem comigo... esperem para ver o que acontece!
Made with love,
Cuca.



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