quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Deixem-me relembrar-vos que patriotismo é orgulho e não é, nem nunca foi ETNOCENTRISMO!

É quarta-feira, não tenho aulas e acabei ontem a primeira ronda de testes. Deitei-me tarde porque sabia que hoje podia aproveitar para descansar mais um bocado e, às 8:40, acordei nervosa. Lembrei-me que, enquanto meio mundo havia aproveitado para fechar os olhos, o futuro do mundo inteiro tinha sido já decidido pelo povo americano. Levantei-me, peguei no telemóvel, fiz scroll nas redes socias e pesquisei, abreviadamente, duas pequenas palavras: “eleições EUA”. Automática e involuntariamente, gritei um “NÃO” (com letras maiúsculas propositadamente… foi mesmo muito alto!) e liguei à minha mãe, que já tinha saído para trabalhar, na esperança de que me dissesse que os dados que antes tinha visto eram falsos. Mas não! Donald Trump foi, de facto, escolhido como novo líder mundial.  Entristece-me e preocupa-me a maneira como isto tudo acabou ou, aliás, como vai começar. O Mundo pode desligar todas as suas luzes porque serão quatro anos de escuridão, de retrocesso.
PS: sublinhe-se que nunca considerei Hillary Clinton uma boa candidata mas, a verdade é que era ela quem representava uma ténue luz ao fundo do túnel. O que é que aconteceu a todo este tempo em que a Humanidade lutou para dizer que não racismo? Foi, subitamente, esquecido? Deixem-me relembrar-vos que patriotismo é orgulho e não é, nem nunca foi ETNOCENTRISMO!

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