domingo, 31 de maio de 2015

Dário, o diário...

Querido Dário, o diário:

Ao longo desta semana tenho - me debruçado bastante sobre um assunto que me parece muito pertinente:

- Serão os fabricantes de moedas, racistas?

Pois bem, não sei, a verdade é que me sinto assustada com este meu raciocínio porque se for verdade, começa a fazer sentido que as moedas ditas "pretas" sejam as que têm menos valor.
Acho que vou processar a UE e os fabricantes de moedas, sugerir que troquem a ordem das coisas... As moedas "brancas" passam a ser as menos valiosas.
Qual seria a reacção das pessoas, má não achas?

Tenho de ir, pensa nisto.
                           Made with love.
                                     Cuca.
PS: sei que esta teoria está errada, mas não consegui pensar em mais nada...
   

domingo, 24 de maio de 2015

OBRIGADA!

Meus queridos, muito queridos leitores:

Desculpem a minha breve ausência no blog. De facto, não tenho tido muito tempo para estas andanças.É difícil articular tudo isto com a escola e a fisioterapia, mas com vontade tudo se consegue... não vos posso desapontar, não é verdade?
Tenho andado a pensar na importância que todos os seguidores deste blog têm para mim... Chego à conclusão que é muita, muita mesmo!  Agradeço - vos do fundo do coração por tudo o que têm feito para que este local de escrita " tenha pernas para andar".
Made with love.
                     Cuca.

quarta-feira, 20 de maio de 2015

PRESENÇA\\ Maria Madalena

Por vezes escrevo como se fosse outra pessoa, como se fosse a Maria Madalena. Uma rapariga de vinte e sete anos, branca esquálida, licenciada em Línguas Germânicas.

Hoje ela deixa - vos isto:

"Estava sentada sobre um penedo a admirar a infinita brancura das minhas pernas, loucas e pensativas, que refletiam os raios de sol como se os expulsassem da pele, proibindo - a de se bronzear.
O meu cabelo loiro - quase - branco, mais brilhante do que qualquer diamante à face da Terra, era o único que conseguia reter alguma vitamina D, ficando ainda mais claro.
Cansada de estar lá fora, entrei em casa e fui até à casa de banho... Cheirava a sonasol verde, o meu desinfetante preferido!

Dirigia -me ao lavatório, para ensaboar as mãos, quando um impulso fez com que me virasse  bruscamente para o espelho e reparasse na minha primeira ruga,  Localizava - se exatamente debaixo do meu olho direito e parecia uma cova feita no azul mais profundo dos meus olhos, uma cova no fundo do mar.
Sorri, a velhice nunca foi coisa que me assustasse.

De repente veio - me à cabeça a imagem da Dona Cidália, a velhinha de cento e três anos lá da aldeia que, cheia de pregas na cara, continuava fresca que nem uma alface, com energia capaz de mover um bilião de pessoas. Sorri novamente, algo me disse que eu também iria ter muito tempo de vida nesta Terra, neste planeta de loucos." 
                                  Made with love.
                                                                 Maria Madalena\ Cuca.

terça-feira, 19 de maio de 2015

Aquele estranho momento...

Ontem enquanto me dirigia para a habitual sessão de fisioterapia, veio ter comigo um rapariga toda simpática. Começou, então, o seguinte diálogo:
- Olá! Lembras - te de mim?
- Sim, claro! - respondi - lhe prontamente.
Não, não me recordava de quem poderia ser aquela figura sorridente, mas pareceu -me demasiado mau negar esta minha nova (velha) amiga...
Estou certa de que não serei a única a quem isto acontece várias vezes!
Made with love.
                 Cuca.

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Pare, escute e NÃO olhe!

Quando vou na rua para fazer as minhas comprinhas habituais, há sempre alguém que fica a olhar para a cadeira de rodas, muito fixamente. Será que não percebem que dão nas vistas? Será que se apercebem da figura que fazem quando demoradamente contemplam este corpo estranho sentado num não menos estranho veículo? Provavelmente não, e é por isso que escrevo este texto caro leitor.
No fundo, apenas quero alertar para o truque da vista grossa que é muito bom nestas situações. Pode parar, escutar e olhar ... Pode sim senhor. Só lhe peço que não olhe fixamente, ou seja, de um modo incómodo. Acredite que é muito desagradável sentir que somos a ave rara, olhados como "coisa" estranha, nunca vista no mundo. Somos pessoas e não coisas. Infelizmente, até nem somos raras.
Conhece alguém que não seja diferente? Pela minha parte, olhe, eu não conheço duas pessoas iguais. Por favor olhe-nos com dignidade! Por detrás do defeito físico há, sempre, muito valor escondido. Não deixe que o usual "coitadinha" se apodere de si. Graças a Deus, que não o sou!

Made with love...
                                Cuca.

FIRST POST... MADE WITH LOVE!

Desde que a senhora daquela loja me perguntou, com todo o entusiasmo, se tinha um blogue, tenho andado a pensar exaustivamente na ideia. E decidi concretizá - la.
Este blogue não é nada mais nada menos do que uma transmissão de pensamentos.
Espero que gostem e que tirem o maior partido destes pequenos artigos.
Design by: Sebastião Cappelle