domingo, 26 de março de 2017

VOLUNTÁRIA E FELIZ.

Sempre preferi o sabor amargo do café ao suave e floral gosto do tão célebre chazinho. Nunca me habituei a pajama-days e, desde pequena que, ficar em casa mais de 12 horas seguidas se revela um suplício.
Nunca gostei de passar metade do dia a dormir. Quando o faço, para além de ficar com olheiras de urso panda, o mau-humor apodera-se de mim, já que a sensação de desperdício de tempo é mais que muita. Acredito que estou neste mundo por alguma razão e que a minha missão é ser voz-ativa, é lutar. Combater a estranheza sentida pela sociedade quando um indivíduo com deficiência se diz voluntário, por exemplo. O que há de tão estranho no facto de uma pessoa querer fazer o bem? É a ajudar que tornamos a Humanidade melhor!

Há que ser feliz, mostrar cara alegre a cada: "tão querida, é mal empregada"  e, soltar uma gargalhada bem grande porque, afinal, estamos de bem com a vida, não é verdade?
Nunca gostei de olhares penosos nem da palavra "resiliência", sobretudo se esta me for dirigida. E porquê? Porque eu não tive a capacidade de me adaptar a nenhuma adversidade. Eu sempre me conheci assim e, por isso, sempre fui (muito!) feliz com a minha condição. Se tivesse de me definir numa frase diria: " corro feliz sobre rodas". Sinto-me grata por aquilo que sou hoje mas não esqueço que posso melhorar quem sou a cada passo, correndo a vida de um lado ao outro (mesmo que seja sobre rodas)!

7 comentários:

[Qualquer uso abusivo deste espaço será considerado SPAM e por sua vez será removido.
Any abusive use of this space will be considered as SPAM and will be removed.]

Design by: Sebastião Cappelle